Viajar para o Chile saindo do Brasil: guia completo e atualizado

Joao Marcos

Há destinos que se tornam tendência. Outros atravessam o tempo como escolhas consistentes; e o Chile está entre eles. O país voltou a ganhar protagonismo, impulsionado por uma combinação difícil de replicar: proximidade geográfica, diversidade e facilidade de planejamento.

De desertos que parecem de outro planeta ao sul gelado da Patagônia, passando por vinícolas e estações de esqui, a viagem para Chile oferece múltiplas experiências em um único território. E talvez seja justamente essa versatilidade que explica sua popularidade crescente.

Entender como visitar Chile vai além de escolher roteiros, envolve conhecer regras de entrada, custos e estratégias que impactam diretamente a experiência.

É exatamente aqui que esse guia de viagem Chile foi pensado para responder a essas perguntas de forma clara e aprofundada. Confira.

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Brasileiro precisa de visto para visitar o Chile?

Não. Brasileiros não precisam de visto para viagens de turismo ao Chile, desde que a permanência seja de até 90 dias.

O país adota um modelo de entrada relativamente simples, baseado na chamada Autorização de Permanência Transitória. Trata-se de uma permissão concedida no momento da chegada, que permite ao visitante permanecer no território chileno por até três meses, sem intenção de residência.

Na prática, isso torna o Chile um dos destinos mais acessíveis da América do Sul. Ainda assim, há condições: o viajante pode ser solicitado a comprovar meios financeiros para se manter durante a estadia, além de apresentar passagem de retorno e informações sobre hospedagem.

Outro detalhe importante é que essa autorização não permite exercer atividades remuneradas no país. É, essencialmente, uma permissão para turismo e deve ser tratada como tal.

Documentação necessária para viajar para o Chile

Um dos diferenciais ao ir para o Chile saindo do Brasil é a flexibilidade documental. Diferente de destinos internacionais mais rigorosos, o Chile mantém um modelo mais simples para brasileiros. É possível entrar no país com:

  • Passaporte válido;
  • Carteira de identidade (RG).

Além disso, podem ser solicitados documentos adicionais para caracterizar a viagem a turismo:

  • Comprovante de hospedagem (reserva ou carta-convite);
  • Passagem de retorno;
  • Comprovação de recursos financeiros, estimada em cerca de US$ 46 por dia de estadia.

Ao entrar no país, o viajante recebe a Tarjeta Única Migratoria (TUM), documento que registra a autorização de permanência. É essencial guardá-lo até a saída.

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Posso entrar no Chile com meu passaporte vencido?

Não. Caso opte por viajar com passaporte, ele deve estar válido durante toda a estadia.

No entanto, aqui está uma vantagem relevante: brasileiros podem entrar no Chile apenas com o RG, desde que o documento esteja em bom estado e permita identificação clara. CNH e outros documentos não são aceitos.

Essa flexibilidade aproxima o Chile de outros destinos sul-americanos e facilita o planejamento — especialmente para quem decide viajar com menos antecedência.

É obrigatório contratar um seguro viagem para visitar o Chile?

Não é obrigatório, mas é altamente recomendado. O sistema de saúde chileno é eficiente, mas o atendimento para estrangeiros pode ter custos elevados.

Outro ponto muitas vezes ignorado é o seguro para veículos. Para quem pretende cruzar a fronteira de carro, é obrigatório contratar o SOAPEX, um seguro específico para veículos estrangeiros que cobre danos pessoais em caso de acidentes.

No geral, o seguro viagem funciona como um elemento de tranquilidade. Não muda o roteiro, mas muda a forma como você lida com imprevistos.

Quanto custa em média um voo do Brasil para o Chile?

O Chile conta com ampla oferta de voos diretos a partir do Brasil, especialmente para Santiago. Isso impacta diretamente no custo e na duração da viagem.

Os preços médios variam conforme a cidade de origem:

  • São Paulo: cerca de R$ 1.500
  • Rio de Janeiro: aproximadamente R$ 1.400
  • Brasília: em torno de R$ 2.000
  • Florianópolis: cerca de R$ 1.500
  • Porto Alegre: R$ 1.700
  • Fortaleza: R$ 2.100
  • Foz do Iguaçu: R$ 1.300
  • Curitiba: R$ 1.700

A variação nos preços está diretamente ligada à época do ano. Temporadas de neve e férias escolares tendem a elevar os preços, enquanto períodos intermediários oferecem melhores oportunidades.

Quanto de dinheiro posso levar para uma viagem para o Chile? Esse valor precisa ser declarado?

Não há limite máximo para transportar dinheiro em espécie, mas existe uma regra: valores iguais ou superiores a US$ 10 mil devem ser declarados.

No Brasil, isso é feito por meio da Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV), preenchida online antes do embarque. A obrigatoriedade vale apenas para dinheiro em espécie — cartões e contas digitais ficam fora dessa exigência.

A recomendação prática é evitar concentrar todos os recursos em dinheiro vivo. Além de questões de segurança, o uso de cartões e contas internacionais tende a ser mais eficiente e rastreável.

Vai viajar para o Chile? A Wise te ajuda a economizar

Planejar uma viagem internacional hoje passa, inevitavelmente, por uma decisão estratégica: quando e como converter o dinheiro. Desde julho de 2025, com o IOF de 3,5% sobre gastos no exterior, deixar tudo para a última hora ficou mais caro.

Uma alternativa mais eficiente é antecipar esse movimento. Em vez de esperar a viagem chegar, você começa antes: converte reais para moeda estrangeira aos poucos e, no mesmo fluxo, já direciona esse valor para o Rende+.

Ao ativar o recurso disponível na conta Wise, o dinheiro convertido passa a ser aplicado automaticamente em fundos atrelados a moedas fortes, como dólar, euro ou libra. E essa estrutura traz um benefício: o IOF na conversão de reais cai para 1,1%.

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Na prática, funciona quase como um ajuste no planejamento. Você não só garante a moeda com antecedência, como evita que ela fique parada. Enquanto a viagem ainda está sendo organizada, esse saldo rende diariamente, com ganhos creditados em dias úteis e disponíveis a qualquer momento.

Quando chega a hora de embarcar, o cenário é outro. Parte do orçamento já foi protegida de oscilações cambiais e o dinheiro ainda trabalhou a seu favor no caminho, mitigando taxas e impostos.

É uma mudança simples, mas significativa: em vez de reagir ao custo da viagem, você começa a construir o saldo antes, com o dinheiro jogando a seu favor.

Contatos para possíveis emergências em uma viagem para o Chile

Ter acesso rápido a contatos pode fazer toda a diferença durante a viagem. Os principais números de emergência no Chile são:

  • Ambulância e atendimento médico: 131
  • Bombeiros: 132
  • Carabineiros do Chile (Polícia Civil): 133
  • Polícia de Investigações (PDI): 134
  • Cuerpo de Socorro Andino (emergências na montanha): 136
  • Autoridad Marítima (emergências em praia e costeiras): 137

Em caso de necessidade, brasileiros podem procurar o Consulado do Brasil no Chile, que oferece assistência em situações como perda de documentos ou orientação em emergências.

Finalmente, viajar para o Chile em 2026 é simples, mas exige um pensamento estratégico. Simples pela proximidade, pela ausência de visto e pela facilidade documental. Estratégico porque, como toda viagem internacional, envolve decisões que impactam diretamente o custo e a experiência.

Fontes consultadas neste artigo:

  1. Consulado.gob.cl. Visas para ingresar a Chile
  2. Chile.travel. Requisitos de entrada e visto
  3. Servicio Nacional de Migraciones. Permanencia Transitoria
  4. Gov.br. Viajar para o Chile
  5. Soapex. O que é o SOAPEX e o que ele cobre?
  6. Decolar. Pesquisa de passagens aéreas para o Chile
  7. Gov.br. Dinheiro em Espécie na Saída do Brasil
  8. G1. IOF em viagens internacionais: veja o que mudou e como o imposto é cobrado
  9. Consulado.gob.cl. Emergencias en Chile

Fontes consultadas pela última vez em 29 de abril de 2026


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