VPN para viajar: veja dicas, como funciona e qual escolher

Hilda Badenes

Se você está planejando viajar, utilizar Wi-Fi de aeroportos, cafés e hotéis pode ser quase inevitável. Redes abertas são práticas, mas também podem deixar seus dados mais vulneráveis. É nesse cenário que a VPN pode se tornar uma aliada: ela cria uma conexão segura que ajuda a proteger suas informações mesmo fora de casa.

Mas como uma VPN funciona exatamente na prática? E como escolher a melhor opção para sua viagem, seja a turismo, estudo ou trabalho? Neste artigo, vamos ajudar a esclarecer essas e outras dúvidas sobre o tema — como o que ter em mente ao usar VPN em diferentes países.

Além disso, você vai entender como economizar em viagens internacionais de forma prática e segura com a Wise — convertendo seu dinheiro para a moeda local com câmbio justo e tarifas reduzidas.

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O que é VPN e para que serve?

A sigla VPN vem do termo em inglês Virtual Private Network, que significa Rede Privada Virtual. Basicamente, é uma tecnologia que estabelece uma conexão segura entre o seu dispositivo — seja um smartphone, tablet ou computador — e um servidor remoto operado pelo provedor de VPN, criando uma espécie de “túnel” criptografado que ajuda a proteger seus dados pessoais enquanto eles transitam pela internet.¹

Além disso, ao se conectar a uma VPN, o endereço IP visível para os sites acessados passa a ser o do servidor remoto do provedor — e não o da sua conexão original. Por isso, a VPN é conhecida por viabilizar acesso a conteúdos restritos geograficamente. No entanto, é importante verificar os termos de uso de cada plataforma e as regras locais antes de utilizar o recurso.

De uma maneira geral, a VPN serve para ajudar a aumentar a privacidade online e a segurança das informações transmitidas, especialmente em redes Wi-Fi públicas, reduzindo o risco de monitoramento ou interceptação por terceiros.

Quais as vantagens de usar uma VPN em viagem?

Em tempos de hiperconectividade, há quem diga que a VPN pode ser considerada um item básico do checklist de viagem. Durante viagens internacionais, por exemplo, você pode precisar se conectar a redes desconhecidas ou acessar serviços do seu país de origem. Nesses casos, a VPN pode ser útil para: 2 3

  • Aumentar a segurança em Wi-Fi público: redes públicas podem apresentar vulnerabilidades. A criptografia da VPN ajuda a reduzir o risco de que terceiros interceptem dados transmitidos;
  • Proteger dados pessoais: a criptografia dificulta o acesso indevido a informações sensíveis como logins, senhas e mensagens, especialmente em redes compartilhadas;
  • Acessar serviços do país de origem: ao se conectar a um servidor localizado no Brasil, por exemplo, você pode acessar conteúdos e plataformas disponíveis na região. No entanto, é importante respeitar os termos de uso de cada serviço;
  • Reduzir bloqueios por localização atípica: alguns serviços online podem gerar alertas de segurança quando identificam acessos a partir de outros países;
  • Trabalhar remotamente com mais segurança: muitas empresas utilizam VPN corporativa para permitir acesso seguro a redes internas e sistemas restritos;
  • Disponibilidade de conteúdos conforme a região: em alguns países, o acesso a determinadas redes sociais, sites de notícias ou outros conteúdos pode ser limitado. Como a VPN associa a conexão à localização do servidor escolhido, isso pode influenciar a disponibilidade de serviços que variam de acordo com a região. É importante, no entanto, sempre respeitar a legislação local e os termos de uso de cada plataforma.

Tipos de VPN: gratuita vs paga

As VPNs se popularizaram nos últimos anos, e hoje o que não faltam são opções disponíveis no mercado. De forma geral, os serviços se dividem em opções gratuitas e pagas. Entender as diferenças ajuda você a escolher a alternativa mais adequada para a sua viagem.

Gratuitas

Podem parecer atraentes à primeira vista por não exigirem pagamento — e podem ser úteis para uso pontual. Mas, de acordo com especialistas em tecnologia, é preciso ter em mente que os níveis de segurança podem variar, e muitas podem apresentar limitações como: 3 4

  • Velocidade reduzida;
  • Limite de dados;
  • Número restrito de servidores;
  • Modelos de monetização baseados em publicidade ou coleta de dados⁴.

Antes de escolher, é importante verificar avaliações de veículos especializados e entender a política de privacidade do serviço.

Pagas

Embora o custo possa variar bastante, as VPNs pagas geralmente oferecem:

  • Maior variedade de servidores;
  • Conexões mais estáveis;
  • Recursos adicionais de segurança;
  • Suporte técnico.

Alguns provedores disponibilizam assinaturas de curta duração, o que pode ser conveniente para viagens e para testar o serviço; mas os planos anuais costumam oferecer melhor custo-benefício.5

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Como escolher uma VPN para viajar?

Avaliações técnicas de especialistas e testes realizados pela imprensa especializada podem ser um bom ponto de partida para comparar VPNs. Analisar a credibilidade do provedor e a qualidade dos serviços oferecidos é um passo fundamental. Para ajudar você nessa busca, separamos alguns pontos que podem ajudar nessa avaliação: 3 4 5

  • Política de não registro de atividade (no-logs): a política de privacidade deve explicar de forma clara quais dados são coletados, por qual motivo e como são protegidos. Muitos provedores afirmam adotar políticas de não registro (no-logs), ou seja, não armazenar dados que vinculem o usuário à sua atividade online, como histórico de navegação. Ainda assim, vale observar quais informações técnicas podem ser coletadas para o funcionamento do serviço;
  • Auditorias independentes: alguns serviços passam por auditorias realizadas por empresas externas para verificar sua infraestrutura e a conformidade com as políticas de privacidade;
  • Programa de recompensa por falhas (bug bounty): provedores que mantêm canais para reporte de vulnerabilidades tendem a demonstrar maior compromisso com a segurança;
  • Relatórios de transparência: algumas empresas publicam relatórios periódicos sobre solicitações legais recebidas e como foram tratadas;
  • Identificação da empresa responsável: vale observar se o site informa claramente quem é a empresa por trás do serviço, onde está registrada e quais são seus canais de contato;
  • Comunicação clara: serviços que explicam de forma transparente seus recursos e limitações, sem prometer resultados absolutos, tendem a ser mais confiáveis.

Além das políticas de segurança e privacidade, os aspectos práticos do serviço também merecem atenção. Entre os principais recursos oferecidos pelos provedores que devem ser observados, estão:3

  • Disponibilidade de servidores: vale verificar se há servidores em diversos países — especialmente no Brasil, para quem deseja manter acesso a serviços locais — e se é possível selecionar a localização manualmente;
  • Velocidade de conexão: o desempenho do serviço pode variar bastante entre provedores, o que pode impactar atividades como chamadas de vídeo, navegação e streaming;
  • Conexões simultâneas: o número de dispositivos que podem ser utilizados ao mesmo tempo na mesma conta é um fator que pode influenciar o custo-benefício, especialmente para quem pretende usar a VPN no celular e no notebook simultaneamente ou compartilhar o plano com familiares;
  • Compatibilidade com dispositivos: confirme se a VPN é compatível com os sistemas operacionais que você utiliza (como Android, iOS etc), e se o provedor disponibiliza aplicativos oficiais para essas plataformas.

É possível usar VPN em todos os países?

Embora o uso de VPNs seja legal na maior parte do mundo, alguns países aplicam regras mais rígidas por motivos de segurança nacional ou controle de informação. De acordo com relatórios de organizações internacionais e levantamentos técnicos do setor, o uso de VPNs pode ser regulamentado ou limitado em países como China, Emirados Árabes Unidos e Turquia. Em muitos desses casos, apenas provedores autorizados podem operar ou o acesso pode sofrer bloqueios. 6 7 8 9

Por isso, antes de viajar, é recomendado:

  1. Consultar fontes oficiais do governo local;
  2. Verificar comunicados de embaixadas;
  3. Confirmar informações em relatórios internacionais atualizados de monitoramento.

Vale lembrar que o descumprimento das regras locais pode resultar em multas ou outras penalidades.

Dicas para usar VPN na viagem

Usar uma VPN oferece, sem dúvida, uma série de benefícios. Mas conhecer algumas limitações desse tipo de serviço pode ajudar a evitar surpresas durante a viagem. Muita gente não sabe, mas o uso da VPN pode gerar: 2 10

  • Possível redução da velocidade de navegação, devido à criptografia e ao redirecionamento do tráfego;
  • Bloqueio por parte de alguns sites e plataformas que identificam e restringem conexões via VPN;
  • Maior consumo de bateria em dispositivos móveis;

Além disso, pode haver variações de desempenho de acordo com o país — já que alguns destinos aplicam restrições específicas ao uso da tecnologia.

Para ajudar você a minimizar eventuais transtornos durante a viagem, listamos a seguir algumas configurações e hábitos que podem contribuir para uma conexão mais estável:

  • Optar por servidores geograficamente próximos ao destino da viagem;
  • Usar protocolos mais leves quando o aplicativo oferece essa opção;
  • Ajustar as configurações de economia de energia do aplicativo;
  • Desativar a VPN em redes confiáveis, quando não houver transmissão de dados sensíveis;
  • Manter o aplicativo sempre atualizado antes e durante a viagem.

Por fim, quem planeja usar a VPN com frequência no celular pode se beneficiar de um carregador portátil (power bank) — uma vez que o uso contínuo do serviço tende a aumentar o consumo de bateria.

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Fontes consultadas:
  1. Microsoft. O que é uma VPN?
  2. Forbes. É por isso que você precisa de uma VPN para sua próxima viagem
  3. NYT. Você deveria viajar com uma VPN?
  4. Wired. Melhores VPNs
  5. Security. Melhores no-log VPNs de 2026
  6. SurfShark. Restrições de VPN ao redor do mundo
  7. European University Institute. Novo relatório: Ferramentas de criptografia e VPNs sob ameaça ao redor do mundo
  8. Bitdefender. Restrição Regional VPN: Quais países proíbem a VPN?
  9. TechRound. Que países proibiram o uso de VPNs?
  10. NordVPN. VPN consome bateria?

Fontes consultadas pela última vez em 20/02/2026


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