Compensa comprar iphone na Costa Rica? Tire suas dúvidas
Veja se vale a pena comprar iPhone na Costa Rica, qual o limite da cota de isenção e saiba como economizar em todas as suas viagens internacionais
Na hora de fazer a mala para uma viagem internacional, podem surgir muitas dúvidas — principalmente sobre o transporte de líquidos. E entender quais são as regras é fundamental. Afinal, ninguém quer chegar ao aeroporto, passar pela fila do raio-X e descobrir que o perfume, o desodorante ou o shampoo na mala de mão não podem seguir viagem.
As normas brasileiras para o transporte de líquidos em voos internacionais seguem o padrão global de segurança. Mas o que exatamente conta como líquido? Quanto é permitido levar? Será que as regras são as mesmas para a mala despachada?
Este artigo reúne tudo o que você precisa saber sobre líquidos em viagem internacional — das regras gerais às exceções — para evitar surpresas no aeroporto. E, se você está procurando uma forma prática de levar dinheiro para o exterior e economizar durante a viagem, vamos apresentar também a Wise.
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As regras para o transporte de líquidos em voos internacionais variam conforme o tipo de bagagem. E a diferença entre o que pode ir na mala de mão e o que pode ir na mala despachada é maior do que muita gente imagina. Vale lembrar que líquidos inflamáveis em geral — inclusive bebidas com mais de 70% de teor alcoólico — são proibidos em qualquer bagagem.¹ ²
No Brasil, as regras para líquidos na bagagem de mão em voos internacionais são definidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e seguem o padrão adotado em outros países.¹ Os itens fora dessas regras podem ser retidos na inspeção e descartados.
Vale deixar claro um detalhe que costuma gerar confusão: o que importa é a capacidade do frasco, e não o quanto de produto tem dentro dele. Um frasco de 250 ml com apenas 50 ml de shampoo não é aceito.
Outro ponto importante é que a embalagem tipo zip lock é amplamente aceita em aeroportos brasileiros, mas não é obrigatória — qualquer embalagem plástica transparente que possa ser fechada e tenha capacidade de até 1 litro atende à norma da Anac. Em aeroportos de outros países, o procedimento pode variar: alguns disponibilizam sacos padronizados na própria fila de inspeção.
Para a mala despachada, a regra dos 100 ml não se aplica. É possível levar líquidos em volumes maiores na bagagem que vai no porão do avião — mas ainda existem limites, especialmente para aerossóis e bebidas alcoólicas.
Aerossóis: para produtos em aerossol, como spray de cabelo e perfume, as diretrizes da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) estabelecem um limite total de 2 kg ou 2 litros por passageiro na bagagem despachada, com cada recipiente não podendo exceder 500 ml ou 500 gramas.³
Bebidas alcoólicas: a quantidade que a Anac permite transportar na bagagem despachada varia conforme o teor alcoólico de cada produto. Veja na tabela a seguir:²
| Teor alcóolico | Regra |
|---|---|
| Abaixo de 24% (ex: vinho, cerveja, espumante) | Sem restrição de quantidade pela Anac — sujeita ao limite de peso da bagagem despachada. |
| Entre 24% e 70% (ex: vodka, whisky, gin, tequila) | Até 5 litros no total por passageiro (transportados nos recipientes de venda com até 1 litro cada) |
| Acima de 70% | Proibido |
Como as regras podem ter algum tipo de variação de acordo com a companhia aérea, é recomendado verificar antes do embarque.
Além das regras de transporte aéreo, quem vai trazer bebidas alcoólicas do exterior também precisa ficar atento às regras da Receita Federal — que estabelecem limites de quantidade, como 12 litros no máximo por passageiro para fins de isenção. Quantidades acima disso não são proibidas, mas estão sujeitas à tributação e à avaliação da fiscalização.⁴
Sim. A norma da Anac prevê três situações em que é possível levar líquidos na bagagem de mão acima do limite de 100 ml.¹
Medicamentos líquidos podem ser transportados em quantidades superiores a 100 ml desde que acompanhados da receita médica — física ou digital. É permitido portar a quantidade necessária para utilização durante o período total de voo (incluindo eventuais escalas). Os medicamentos devem ser apresentados separadamente no momento da inspeção de segurança.
Fórmulas infantis, leite materno, papinhas para bebês e líquidos de dietas especiais também estão isentos da regra dos 100 ml, desde que a quantidade seja compatível com a duração total da viagem, incluindo escalas. Esses itens também devem ser apresentados separadamente na inspeção de segurança.
Líquidos adquiridos no free shop após a passagem pelo controle de segurança do aeroporto ou a bordo da aeronave podem exceder os 100 ml, desde que estejam dentro da sacola plástica lacrada padronizada, acompanhados do recibo, com a data do dia do voo. Mas se o passageiro sair da área de embarque, perde esse direito.
A Anac adverte que a embalagem lacrada do free shop não garante a aceitação do produto por outros países. Por isso, em caso de conexão, é recomendado consultar a companhia aérea para checar as regras.
As restrições de líquidos em voos internacionais existem por razões de segurança: o objetivo é impedir que substâncias perigosas — agentes químicos, explosivos ou inflamáveis — sejam introduzidas nas áreas restritas dos aeroportos ou a bordo das aeronaves.⁵
No Brasil, essas normas foram formalizadas pela Anac em 2019 — e seguem o mesmo padrão adotado pelos países membros da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) ao redor do mundo.⁶
Para fins de segurança aeroportuária, a Anac considera como líquido não apenas água e outras bebidas, mas também produtos em gel, pasta, creme, aerossol e similares — o que pode pegar muita gente de surpresa na hora da inspeção no raio-X.¹
Na tabela a seguir, reunimos alguns exemplos práticos com base nas regras de inspeção:
| Item | Conta como líquido? |
|---|---|
| Água, sucos e bebidas em geral | Sim |
| Papinha | Sim* |
| Perfume / colônia | Sim |
| Creme hidratante / loção corporal | Sim |
| Protetor solar (loção ou spray) | Sim |
| Shampoo e condicionador | Sim |
| Shampoo em barra | Não |
| Sabonete em barra | Não |
| Creme dental / pasta de dente | Sim |
| Gel para cabelo / espuma | Sim |
| Desodorante roll-on | Sim |
| Desodorante spray / aerossol | Sim |
| Desodorante bastão / sólido | Não |
| Batom | Não |
| Lip gloss | Sim |
| Base líquida / primer líquido | Sim |
| Pó compacto / blush / sombra em pó | Não |
| Rímel | Sim |
| Esmalte | Sim |
| Álcool 70 / álcool em gel | Sim |
| Xarope | Sim* |
| Pomada | Sim |
*Classificados como líquidos, mas isentos da regra dos 100 ml em situações específicas (veja seção de exceções para mais detalhes).
Organizar os líquidos para passar pela inspeção de segurança do aeroporto é mais simples do que parece. Para evitar correria e contratempos, o ideal é fazer isso antes de sair de casa, na hora de arrumar a mala — e não no aeroporto:
O passo a passo acima segue as normas da Anac para embarques internacionais no Brasil.¹ Em aeroportos de outros países, o procedimento pode variar: alguns fornecem sacos padronizados na própria fila de inspeção, e outros — equipados com scanners mais modernos — podem dispensar a retirada dos líquidos da mala de mão.
Se um líquido na bagagem de mão não estiver dentro das regras — frasco acima de 100 ml —, o item será retido ao passar no raio-X na inspeção de segurança. Nesse caso, há basicamente duas saídas:
A resolução da Anac não prevê penalidades legais para o passageiro em situações comuns — o item simplesmente não embarca na cabine. \
Em situações que envolvam substâncias suspeitas ou comportamento irregular, as autoridades aeroportuárias têm autonomia para adotar outras medidas conforme a legislação de segurança da aviação civil.¹ ⁷

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Fontes consultadas:
Fontes consultadas pela última vez em 08/05/2026
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