Como investir na bolsa americana: guia completo para quem quer começar

Vitória Cassola

Entender como investir na bolsa americana é essencial para quem busca saber mais sobre diversificação e exposição a uma moeda forte. O mercado financeiro dos Estados Unidos é o maior do mundo, oferecendo acesso direto a empresas líderes em tecnologia, inovação e consumo, com oportunidades de crescimento e valorização de longo prazo.

Neste guia, com fins exclusivamente informativos e educativos, você conhecerá as principais alternativas para brasileiros que desejam começar a investir na bolsa americana. Também apresentamos o Rende+, uma opção de investimento conservador em dólares americanos.

Descubra o Rende+ 🔎

O Rende+ é oferecido pela Wise Assets UK Ltd, uma subsidiária da Wise Payments Ltd, em parceria com a Genial Corretora DTVM no Brasil. Investimentos podem flutuar e o seu capital está em risco. O IOF de 1,1% é aplicado na conversão de BRL para um saldo com investimento. O conteúdo deste artigo é de caráter estritamente informativo. Esteja ciente de que nós não fornecemos orientações sobre investimentos, e você pode ser responsável pelos impostos sobre quaisquer ganhos. Caso não tenha certeza, procure orientação de profissionais qualificados. Para saber mais sobre os fundos, visite o nosso site.

É possível investir na bolsa americana morando no Brasil?1

Sim, investidores brasileiros podem acessar o mercado financeiro dos Estados Unidos de duas formas: por meio de uma corretora internacional ou via bolsa brasileira (B3).

O investimento direto, realizado por corretoras estrangeiras, oferece acesso completo aos ativos negociados no mercado americano. Essa modalidade é mais indicada para investidores que buscam maior autonomia, diversificação e controle sobre suas aplicações no exterior.

Já o investimento indireto ocorre por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts), certificados negociados na B3 que espelham ações de empresas listadas no exterior. Essa alternativa tende a ser mais simples, especialmente para quem deseja investir no mercado americano sem lidar diretamente com operações de câmbio ou com obrigações fiscais internacionais mais complexas.

Principais bolsas americanas

Os Estados Unidos contam com diversas bolsas de valores, mas a maior parte das negociações está concentrada em duas principais: a Nasdaq (National Association of Securities Dealers Automated Quotations) e a NYSE (New York Stock Exchange).

A Nasdaq é conhecida por reunir empresas de tecnologia e inovação, enquanto a NYSE concentra grandes companhias tradicionais de diferentes setores da economia. Juntas, essas bolsas movimentam trilhões de dólares e representam o núcleo do mercado financeiro americano.

Nasdaq2

A Nasdaq é a segunda maior bolsa de valores do mundo e a pioneira no modelo de negociações totalmente eletrônicas. Reconhecida mundialmente como a “bolsa da tecnologia”, ela abriga as principais big techs do planeta, incluindo Apple, Amazon, Alphabet (Google), Microsoft e Meta. Embora seja focada em inovação e tecnologia, ela também reúne, em menor parcela, empresas dos setores da indústria e do varejo.

Atualmente, a performance das empresas listadas na Nasdaq é medida principalmente por dois indicadores: o Nasdaq Composite, que engloba quase todas as ações da bolsa, e o Nasdaq-100, focado nas 100 maiores companhias não financeiras.

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A NYSE, ou Bolsa de Valores de Nova York, é o maior centro financeiro do mundo. Ela reúne ações de cerca de 3 mil empresas de diversos setores, incluindo gigantes globais como Disney, Coca-Cola, Johnson & Johnson, Bank of America, American Express, HP e Pfizer.

A NYSE abriga predominantemente empresas de setores tradicionais, como indústria, bancos e comércio. Atualmente, suas operações ocorrem por meio de pregões híbridos entre o presencial e o digital, embora a maior parte das transações ocorra de forma eletrônica.

O principal índice de desempenho da NYSE é o S&P 500, que acompanha as 500 maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos. Além dele, destaca-se o Dow Jones Industrial Average, o indicador mais antigo do mercado acionário americano, focado nas 30 companhias mais consolidadas e representativas da economia.

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Como investir na bolsa de valores americana: passo a passo4

Quem quer investir na bolsa americana precisa, basicamente, escolher o formato de investimento, selecionar uma corretora para mediar as compras, enviar os recursos e escolher os ativos.

Escolha da corretora

A contratação de uma corretora de valores é indispensável para operar nas bolsas americanas. Essas instituições atuam como intermediárias necessárias entre o investidor e o mercado, executando as ordens de compra ou venda de ativos. Para investimentos realizados via B3, deve-se contratar uma corretora brasileira; já para o investimento direto no exterior, é exigida a abertura de conta em uma corretora internacional.

Para escolher uma corretora com segurança e eficiência, considere:

  • Reputação e segurança: procure pelo registro nos órgãos reguladores (SIPC e FINRA nos Estados Unidos e CVM no Brasil).
  • Custos de corretagem: algumas instituições isentam os clientes de taxas de operação, enquanto outras aplicam taxas fixas por ordem; confira como funciona antes de escolher.
  • Spread cambial: quem vai investir diretamente deve atentar-se à diferença entre o dólar comercial e o valor cobrado pela corretora, se houver.
  • Suporte e relatórios: recursos como atendimento em português e relatórios claros para a declaração do Imposto de Renda são facilitadores para processos burocráticos.
  • Impostos e declaração: é fundamental informar-se sobre as obrigações tributárias sobre estes investimentos.

Após selecionar a melhor corretora para as suas necessidades, em geral você deve:

  1. Enviar os documentos para o cadastro: normalmente são exigidos identidade, CPF e comprovante de residência. Para contas de investimento no exterior, também pode ser solicitada a declaração fiscal internacional.
  2. Transferir os recursos: envie o capital por meio de remessa internacional, no caso de investimentos diretos, ou via Pix e TED, para investimentos via B3.
  3. Escolher os ativos: selecione na home broker da corretora e envie as ordens de compra, informando dados como a quantidade e o código de identificação do ativo (ticker).

Formulário W-8BEN: o que é e para que serve?⁹

O formulário W-8BEN (Certificate of Foreign Status of Beneficial Owner for US Tax Withholding and Reporting, ou Certificado de Status de Estrangeiro do Beneficiário para Retenção e Declaração de Impostos nos EUA) é um documento utilizado por investidores estrangeiros que possuem ou desejam comprar ativos financeiros nos Estados Unidos, como ações de empresas americanas.

Esse formulário serve para comprovar que o investidor não é residente fiscal nos EUA, permitindo que ele se beneficie de uma taxa reduzida de imposto sobre rendimentos provenientes desses investimentos, como dividendos. Por isso, ao comprar ações americanas pela primeira vez, muitas corretoras ou plataformas de investimento solicitam o preenchimento deste documento.

Na maioria dos casos, o formulário pode ser preenchido online diretamente na plataforma de investimento, tornando o processo rápido e simples para o investidor estrangeiro.

Opções para investir na bolsa dos Estados Unidos

A bolsa de valores americana oferece uma ampla variedade de ativos, permitindo diferentes estratégias de investimento, desde diversificação global até geração de renda passiva.

Entre as opções mais utilizadas por investidores estão os ETFs, que permitem investir em carteiras diversificadas; os BDRs, que facilitam o acesso a empresas internacionais por meio da bolsa brasileira; e os REITs, voltados para o setor imobiliário e conhecidos pela distribuição de rendimentos.

A seguir, você confere como cada um desses ativos funciona e quais são suas principais características.

ETFs5

Os Exchange Traded Funds, ou fundos de índice, são ativos que buscam replicar o desempenho de um indicador de referência (conheça alguns na tabela abaixo). Ao adquirir uma única cota, o investidor passa a deter uma "cesta" diversificada de ativos, o que permite acessar mercados amplos ou específicos com um investimento inicial muito menor do que a compra individual de cada ação.

Nessa estrutura, o resultado depende do conjunto de empresas e não de um único papel. Outra característica deste modelo é que, embora funcione como um fundo, o ETF é negociado exatamente como uma ação.

Na prática, isso dá flexibilidade para comprar ou vender suas cotas a qualquer momento, permitindo acompanhar as variações de preço em tempo real.

ÍndiceO que representa
S&P 500As 500 maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos.
Nasdaq 100As 100 maiores empresas não financeiras da Nasdaq.
MSCI WorldEmpresas de grande e médio porte em 23 países desenvolvidos.

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BDRs6

Os Brazilian Depositary Receipts são certificados negociados na B3, adquiridos em reais. Ao adquirir um BDR, o investidor não compra as ações diretamente no exterior, mas sim títulos que as representam.

Neste sistema, as ações originais permanecem depositadas e bloqueadas em uma instituição financeira custodiante no país de origem. No Brasil, uma instituição depositária assume a responsabilidade de adquiri-las e emitir os certificados correspondentes no mercado.

REITs7

Quem adquire um Real Estate Investment Trusts se torna acionista de empresas que fazem a gestão de grandes negócios imobiliários. São companhias que administram ativos diversos, como shoppings, hotéis, hospitais, galpões logísticos, infraestrutura de tecnologia, entre outros.

A maior parte do faturamento provém do aluguel destes espaços e, por lei, essas companhias devem distribuir ao menos 90% do lucro anual tributável aos acionistas.

As principais vantagens dos REITs incluem a alta liquidez e a chance de diversificar o patrimônio em setores globais exclusivos. Em contrapartida, fatores como a oscilação natural da renda variável e a sensibilidade às taxas de juros americanas podem impactar a lucratividade do setor.

Fundo hedgeado x não hedgeado: qual a diferença?1

O termo hedge significa "cerca" ou "barreira" e, no mercado financeiro, funciona como uma estratégia de proteção do patrimônio às oscilações do dólar.

Os investimentos hedgeados são aqueles que utilizam mecanismos para neutralizar o impacto cambial. Ou seja: se o real se valorizar frente ao dólar, o resultado da aplicação não sofrerá alterações significativas.

Os investimentos não hedgeados, por sua vez, mantêm a exposição total ao câmbio: se o dólar sobe, o valor do investimento convertido para reais aumenta; se o dólar cai, o rendimento final é impactado negativamente.

Afinal, vale a pena investir na bolsa americana?

A decisão de investir na bolsa americana deve considerar fatores como o momento do mercado, o perfil do investidor e seus objetivos financeiros. Como o maior ecossistema financeiro do mundo, o mercado dos Estados Unidos oferece uma série de vantagens que podem fortalecer a estratégia de diversificação e crescimento patrimonial — mas também oferece desafios aos quais o potencial investidor deve ficar atento.

Entre os principais benefícios, destacam-se:8

  • A diversificação geográfica;
  • A dolarização do patrimônio, que pode preservar o poder de compra global;
  • Acesso a oportunidades exclusivas, pois permite ao investidor ser sócio de algumas das maiores empresas do mundo.

Já entre os principais desafios, destacam-se:

  • A necessidade de estudo e dedicação sobre as regras e dinâmicas do mercado americano;
  • A exposição a riscos macroeconômicos globais, como recessões e mudanças nas taxas de juros;
  • O risco cambial, no caso de valorização do Real;
  • A maior complexidade burocrática e fiscal necessária para a correta declaração dos ativos.

Rende+: invista em um fundo com remuneração em juros em dólar, libra ou euro

O Rende+ da Wise é uma funcionalidade que permite que seu saldo em dólar (USD), libra esterlina (GBP) ou euro (EUR) comece a render automaticamente em um fundo de baixo risco. Ao ativar o recurso, os valores são aplicados em um fundo oferecido pela Wise Assets UK, em parceria com a Genial Institucional, garantindo liquidez diária e facilidade para movimentar o dinheiro a qualquer momento.

No caso do Rende+, podemos destacar:

  • Juros diários: o saldo investido tem rendimentos depositados automaticamente todos os dias úteis;
  • Liquidez diária: é possível resgatar os valores a qualquer momento, sem prazo de carência ou vencimento;
  • Facilidade para investir: não há valor mínimo para começar, tornando o Rende+ acessível para qualquer usuário da conta Wise;
  • IOF reduzido: ao converter reais para o saldo em moeda estrangeira para investir, o IOF é de apenas 1,1%, menor que a taxa de 3,5% da operação de câmbio comum;
  • Tarifa anual inclusa: a taxa já está incorporada na rentabilidade informada na página principal do Rende+.

É importante lembrar que, apesar de ser considerado um investimento conservador, o capital aplicado está sujeito a riscos — assim como é o caso de qualquer investimento. Ou seja, o Rende+ não garante lucro, embora ofereça uma opção de menor risco para quem deseja fazer investimentos em moedas estrangeiras.

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Este conteúdo é estritamente de natureza informativa e apresenta noções gerais sobre o assunto. Não constitui e não deve ser interpretado como aconselhamento financeiro ou contábil, nem orientação legal. Para receber instruções sobre uma situação específica, consulte um profissional.


Fontes utilizadas:

  1. Warren Magazine. Como investir na bolsa americana: diversifique e invista em dólar.
  2. Infomoney. Nasdaq: o que é e como investir em uma das bolsas mais importantes do mundo.
  3. Infomoney. NYSE: o que é e como funciona a Bolsa de Nova York.
  4. Investidor10. Bolsa de valores americana: aprenda como investir.
  5. Infomoney. O que é um ETF?
  6. Infomoney. BDRs: para que servem e como investir nos recibos de ações estrangeiras
  7. Infomoney. O que são Reits e como funcionam os fundos imobiliários americanos
  8. Forbes. As vantagens e desvantagens de investir no exterior
  9. AJBell. Formulário W-8BEN.

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