Como funciona o Visto de Nômade Digital na Costa Rica? Tire suas dúvidas
A Costa Rica tem visto para nômades digitais? Sim! Saiba os requisitos, documentos, custos, benefícios exclusivos e como solicitar
A Bolívia desperta um interesse crescente entre brasileiros que trabalham remotamente. O custo de vida entre os mais baixos da América do Sul, paisagens que variam do Salar de Uyuni ao Lago Titicaca e uma cultura singular colocam o país no radar de quem busca novas experiências sem abrir mão do trabalho online.
No entanto, antes de fazer as malas, é importante entender a situação atual: a Bolívia não tem um visto específico para nômades digitais, e o trabalho remoto em visto de turismo não é legalmente autorizado no país. Neste artigo, explicamos o que a legislação boliviana prevê, quais alternativas existem para quem deseja se estabelecer no país e o que os brasileiros precisam saber antes de embarcar.
Não. A Bolívia não oferece visto de nômade digital e não há previsão oficial de lançamento de um programa dessa natureza até 2025. Ao contrário de países vizinhos como Colômbia e Peru — que já regulamentaram ou anunciaram programas específicos para trabalhadores remotos —, a Bolívia ainda não dispõe de uma categoria migratória voltada para esse perfil de trabalhador.
Um ponto importante: o trabalho remoto em visto de turismo não é legalmente permitido na Bolívia. Conforme informado pela plataforma Remote.com em fevereiro de 2025, "Bolivia does not currently offer a digital nomad visa, and it is not legal for individuals to work on a tourist visa." Isso diferencia o país de outros destinos onde a prática, embora não regulamentada, é tolerada pelas autoridades migratórias.
Para brasileiros, a entrada na Bolívia como turista é simplificada pelos acordos do Mercosul, com estadias de até 90 dias sem necessidade de visto prévio. No entanto, esse documento de entrada não autoriza nenhuma atividade profissional remunerada durante a permanência no país.
Para estrangeiros que desejam residir na Bolívia de forma regular, existem duas rotas previstas pela legislação migratória boliviana, ambas vinculadas a relações formais de trabalho no país:
O Visto de Finalidade Específica é um documento de curta duração — válido inicialmente por 30 dias, com possibilidade de extensão — emitido para estrangeiros que ingressam na Bolívia com um propósito definido, como trabalho, voluntariado, intercâmbio acadêmico ou reunião familiar. Não se trata de um visto de residência, mas de um documento de entrada com finalidade específica.
Os documentos geralmente exigidos para essa categoria incluem:
A residência temporária na Bolívia é concedida para períodos de 1 a 3 anos e está vinculada a um contrato de trabalho com empresa boliviana ou empregador formalmente reconhecido no país. Para que o processo avance, o empregador precisa comprovar ao Ministério do Trabalho boliviano que a vaga em questão não pode ser preenchida por um cidadão boliviano.
O prazo de processamento costuma ser de 30 a 60 dias. Essa modalidade não se aplica a freelancers ou trabalhadores autônomos sem vínculo empregatício local formalmente estabelecido.
Nota para brasileiros (Mercosul): Cidadãos brasileiros têm o processo de regularização migratória simplificado na Bolívia por conta dos acordos do Mercosul. Ainda assim, a obtenção do Visto de Finalidade Específica é necessária para fins de trabalho formal no país. A Direção Geral de Migração da Bolívia (DIGEMIG) é o órgão responsável por todas as tramitações migratórias: www.migracion.gob.bo.

Do ponto de vista prático, a Bolívia apresenta características que podem interessar trabalhadores remotos — mas também limitações relevantes que merecem consideração.
O custo de vida é um dos mais baixos da América do Sul. Estimativas apontam um orçamento mensal de aproximadamente EUR 472 para um estilo de vida confortável em cidades como Sucre ou Santa Cruz, incluindo aluguel de apartamento de um quarto (~EUR 320/mês), alimentação e transporte.
O fuso horário é favorável para quem trabalha com clientes ou equipes brasileiras: a Bolívia opera no UTC-4, apenas 3 horas a menos que Brasília — uma diferença pequena que facilita a comunicação em tempo real.
A infraestrutura digital, no entanto, é um ponto de atenção. A velocidade média de internet no país é de aproximadamente 8,5 Mbps — adequada para tarefas básicas, mas que pode apresentar limitações para videoconferências frequentes ou uploads de arquivos pesados. Espaços de coworking estão disponíveis nas principais cidades, e o uso de chip local com dados móveis como backup é uma prática comum entre trabalhadores remotos que visitam o país.
A comunidade de nômades ainda é incipiente em comparação com destinos consolidados como Medellín, Lima ou San José. E, como ponto central, a ausência de um marco legal específico para trabalhadores remotos estrangeiros representa o principal limitador para quem busca segurança jurídica durante uma estadia mais longa na Bolívia.
Independentemente do destino escolhido, uma das questões práticas mais comuns entre trabalhadores remotos é como receber a renda em moeda estrangeira e administrar os gastos no exterior sem perder dinheiro em taxas desnecessárias. A conta Wise é uma alternativa utilizada por trabalhadores remotos ao redor do mundo para exatamente isso.
Com a Wise, é possível receber pagamentos em diversas moedas — como dólar, euro e libra — com dados bancários locais em mais de 8 países, converter valores com a taxa de câmbio comercial real e sem margem oculta, e usar o cartão de débito internacional em mais de 160 países.

A conta multimoedas Wise permite manter saldo em mais de 40 moedas e fazer conversões diretamente pelo aplicativo, com tarifas transparentes e sem surpresas. Para quem recebe em dólar ou euro e precisa de bolivianos (BOB) para as despesas locais, a conversão pode ser feita de forma simples e com câmbio próximo do mercado.
A Bolívia não conta com visto de nômade digital e o trabalho em visto de turismo não é legalmente autorizado no país. Para quem deseja se estabelecer na Bolívia de forma regular, as alternativas disponíveis envolvem vínculos formais de trabalho com entidades locais, por meio do Visto de Finalidade Específica ou da residência temporária. Trabalhadores remotos interessados em destinos da América do Sul com programas específicos para nômades digitais podem consultar os artigos da Wise sobre Colômbia, Peru e Costa Rica.
Fontes consultadas neste artigo:
Fontes checadas pela última vez em maio de 2025
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